Quero escrever, mas não sei o quê. Estou me sentindo cheia de palavras, estão transbordando, mas não sei em que ordem devo colocá-las, não sei que forma devem tomar. Mas normalmente não sou eu quem decide isso. As frases simplesmente aparecem prontas para mim, como num livro, onde eu só preciso ler na minha mente medíocre e dar um “Ctrl+V” no quadro de texto. Mas voltando ao assunto, sinto-me cheia. Quando escrevo, é como se esvaziasse minha mente, como se as palavras deixassem um espaço físico vazio dentro de mim. Nesse momento sinto exatamente o oposto disso. Preciso extravasar. Escrever, para mim, é como gritar com aquele professor sem noção que te dá um desmerecido dois na prova. É como dizer àquele colega idiota o quanto ele é idiota. É como dar um chute no computador quando ele demora pra carregar o que quer que seja. É uma sensação libertadora. Aconselho todos vocês a escreverem sobre o que a sua mente desejar. Se joguem, deixem as palavras brotarem e seguirem o caminho das teclas. Quando tudo o que você quer fazer é sumir, desapareça em meio aos parágrafos da sua imaginação. Deixe-se levar pelo amargo mundo das indiretas, das palavras sutilmente direcionadas, dos sentimentos vorazes disfarçados com suas capas de camurça. Falem do ódio, daqueles que querem sempre mais, daqueles que não querem mais nada, daqueles que precisam de um copo de Vodka pra se sentirem importantes. Mas lembrem-se: esvaziem. Fiquem apáticos a tudo ao seu redor. Sintam-se indiferentes. Essa é a sensação de quem acabou de se cuspir em palavras. E esse momento, meus amigos é indescritível. É disso que estou precisando, esvaziar a mente. Mas olhem só… Sinto-me vazia..!
~GabyGalvão.